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ENTENDA O MOTIVO PRÁTICO DE TODAS ESTAS MANIFESTAÇÕES DO HAMAS JUNTO À CERCA DE FRONTEIRA COM ISRAEL.

Ao definir ataques terroristas, quem ataca sempre o faz levando em consideração o momento político. Obviamente os 70 Anos de Israel criam um cenário emblemático diferente dos 69 ou 71 anos. O objetivo dos ataques é perturbar Israel e a tranquilidade dos israelenses neste ano de festas e nas datas da Independência, que já passaram. Os ataques falharam e Israel não foi incomodado, mantendo todos os seus eventos e festas.

A sucesso dos ataques deu-se apenas no cenário da mídia internacional a qual não precisa de pretextos para condenar Israel e o faria com ou sem manifestações em Gaza. No fim das contas, talvez as manifestações tenham tirado a força do que seriam os 70 Anos da Nakba (a catástrofe, como os palestinos denominam a independência de Israel), da qual pouco se ouviu falar. Para entender a escolha deste nome, Nakba, saiba que em Israel não se usa o termo Holocausto, para o genocídio dos seis milhões de judeus pelos nazistas e sim Shoa, que significa exatamente, Catástrofe. Portanto, quando você ouvir na propaganda de esquerda o termo recorrente “Holocausto Palestino” é uma tradução mal intencionada de Nakba.

E os terroristas também precisam de vias de ação, acesso e fuga para seus ataques. No caso do Hamas, não precisam de vias de fuga, pois todos os ataques são intencionalmente suicidas.

E POR QUE A CERCA DE FRONTEIRA?

Porque ela não vai existir daqui a algum tempo. Em janeiro deste ano de 2018, o governo de Israel iniciou, tardiamente, a construção do novo muro que irá separar Israel da Faixa de Gaza, integralmente construído em seu próprio território. A região norte e nordeste da faixa de Gaza já contavam com um muro mais antigo, como podemos ver nas fotos de Ronaldo Hazan de Gomlevsky que esteve lá e viu a distância mínima entre Israel e a cidade de Jabalia. O muro, na parte nordeste é um dos muitos muros em Israel projetado para interromper a trajetória de tiro dos atiradores de elite nos prédios palestinos contra israelenses em seu próprio território. Obviamente, também tornam impossível uma invasão através dos módulos de concreto do muro.

Mas em janeiro, o que se iniciou foi a construção de 56 km de um novo muro, ao longo de toda a fronteira com a Faixa de Gaza. O novo muro é diferente de tudo o que já se viu. Acima do solo serão 9 metros de altura. Abaixo do solo, entre 20 a 100 metros de profundidade. É um muro para cortar os túneis já existentes e impedir ou inviabilizar a construção de novos túneis vindos da Faixa de Gaza para invadir o território israelense. O sistema do muro conta com sensores no subsolo para detectar escavações e também torres de vigilância, certamente armadas com metralhadoras por controle remoto como as já existentes. Nestas torres há todos os tipos de câmeras e sensores militares que se possa imaginar, com imagens ininterruptas chegando a um centro de comando.

O muro antigo já existente tem cerca de 3 km de extensão apenas e os outros 53 km eram cercas. O ritmo de construção novo muro é impressionante, como todas as construções em Israel, chegando a 10 metros por dia. Hoje, no dia 27 de maio, mais 1,5 km de muro novo devem ter sido concluídos. A construção será acelerada quando se compreender completamente o processo e a previsão para a conclusão dos trabalhos e de 24 meses o que exigirá a construção de mais de 70 metros por dia.

A janela de manifestações junto à fronteira de Gaza com cerca está se fechando rapidamente para o Hamas que perderá sua possibilidade de invadir Israel com grupos para pequenas ou grandes ações.

Nas fotos temos o muro antigo com uma torre armada e a cidade palestina de Jabalia ao fundo, tomada pelo Ronaldo, um túnel vindo de Gaza já interceptado pela construção do novo muro e um oficial do IDF na saída de outro túnel encontrado dentro do território de Israel.




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